Pipa ( 琵琶 - pípá)

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Trata-se de um instrumento musical de quatro cordas chinês que possui uma caixa de ressonância achatada em formato de meia pera, as cordas de seda são tocadas com uma palheta de marfim, madeira, osso ou mesmo com a própria unha do músico.

 

É também por vezes conhecido como o alaúde chinês. A pipa pode datar provavelmente desde a dinastia Han (202 AC - 9 DC) , porém o termo só começou a se referir exclusivamente a este instrumento específico a partir da dinastia Song (960 – 1279 DC) devido ao fato de que em textos mais antigos o termo era usado para se referir a uma variedade de instrumentos semelhantes.

 

A pipa é um instrumento muito popular na China e possui uma história de quase 2000 anos , e embora haja controvérsias acerca de seu lugar de origem, a China continental é o lugar onde o instrumento alcançou maior popularidade e desenvolvimento, e de onde partiu para influenciar a cultura e história musical do restante da Ásia.

 

A pipa alcançou o seu apogeu durante a dinastia Tang onde era o principal instrumento utilizado na corte imperial , tendo sido as suas apresentações solo ou como parte de uma orquestra em grandes produções “daqu” (大曲) , espetáculos de música e dança minuciosamente elaborados.

Erhu (二胡 - èrhú)

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O Erhu é um instrumento de duas cordas originário da China que é tocado com um arco feito primariamente a partir de crina de cavalo, tal como os arcos de violinos , razão pela qual é comumente apelidado de “violino chinês” muito embora sua origem remonte muito antes do aparecimento do violino.

 

Embora sua região de origem seja apontada em documentos históricos no nordeste da China , é no sul que o Erhu ganha maior popularidade e seu uso se desenvolve com maior rapidez, em vista disso durante certa época também foi conhecido como “nanhu” (南胡), “nan” significando “Sul”.

 

O instrumento consiste basicamente em um braço vertical com um pequeno corpo ressonador inferior e dois afinadores superiores , duas cordas se estendendo por todo o corpo do instrumento.

 

Trata-se de um instrumento extremamente versátil , tendo adquirido enorme popularidade nos últimos anos e ganho espaço em arranjos musicais contemporâneos como o jazz, pop e rock além do seu uso tradicional. Seu som característico é produzido através da vibração da pele que reveste o corpo ressonador ao invés da madeira como em um violino comum.

Guzheng (古筝 - gǔzhēng)

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O guzheng ou simplesmente “zheng” como também é conhecido é uma cítara chinesa que possui em média 26 ou mais cordas e pontes móveis.

 

O moderno guzheng mede por volta de um metro e meio , podendo variar entre 21 até 26 cordas, ele possui uma comprida mesa sonora normalmente fabricada a partir da paulownia , árvores originárias do leste e sudeste asiático, outros componentes de madeira tendo uma função meramente decorativa.

 

Existem diversos relatos de como o guzheng surgiu , sendo o mais antigo aquele que atribui a criação de um proto-guzheng ao general chinês Meng Tian durante a dinastia Qin (221-206 AC). Sendo um instrumento de cordas dedilhadas , também é possível a utilização de outras técnicas como o “vibratto” friccionando as cordas a esquerda das pontes , sendo o plectro , uma espécie de palheta semelhante a uma unha postiça com ponta arredondada, usado para tocar o instrumento.

 

Devido a sua grande popularidade e antiguidade diferentes regiões da china desenvolveram modos e estilos distinto de tocar o instrumento, as escolas do norte e sul possuindo cada uma vários estilos provinciais com técnicas e tradições próprias. Ainda hoje é popular e assim como o Erhu penetrou o imaginário e cenário musical contemporâneo sendo integrado na performance de diversos estilos musicais populares.

 

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